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Eleições devem ser definidas entre PT e PSDB, afirma Alberto Carlos Almeida

Eleições devem ser definidas entre PT e PSDB, afirma Alberto Carlos Almeida

access_time 6 anos ago

Cientista político fez uma análise do cenário

Por: Lucas Cássio e João Unes 
Goiânia – Durante passagem por Goiânia para o lançamento do livro “O Voto do Brasileiro”, o escritor e cientista político Alberto Carlos Almeida esteve na sede do Jornal A Redação e fez uma análise das movimentações para as eleições presidenciais deste ano. Segundo ele, o pleito será decidido entre o PT e o PSDB.

“A eleição vai ficar entre os mesmos de sempre. Os que têm as maiores estruturas partidárias, que é o PT e o PSDB”, disse. O evento de lançamento do livro do cientista político foi realizado nesta terça-feira (26/6) na Assembleia Legislativa de Goiás. O evento foi articulado pelo ex-presidente da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) e secretário-geral  do PSDB Metropolitano, Rafael Lousa.

Para Alberto Carlos, o Partido dos Trabalhadores “ressurgiu das cinzas graças ao impeachment”. “O Nordeste está predisposto a votar no candidato do PT mesmo sem a presença do Lula. As pesquisas mostram que o ele lidera com folga naquela região”, ressaltou.
Já o PSDB ganha força com a candidatura de Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo. Dados da Justiça Eleitoral mostram que a Região Sudeste reúne o maior número de eleitores do país, mais de 63 milhões, o que representa 43% do eleitorado brasileiro. Só o estado de São Paulo reúne mais de 33 milhões de eleitores, 22,4% do eleitorado. “Hoje a pedra no sapato do Alckmin é a força que o Bolsonaro tem no Estado que ele governou. As pesquisas mostram que a intensão de votos do Bolsonaro e do Alckmin são semelhantes em São Paulo”, destacou Alberto Carlos Almeida.

Segundo Alberto Carlos, a força que Bolsonaro apresenta neste momento deve cair no decorrer da campanha eleitoral. “O Bolsonaro não tem estrutura e o eleitorado vai perceber isso. O partido que o Bolsonaro está hoje, o PSL, é o nono partido da vida dele. O PSL não tem nenhum governo estadual. Não tem nenhum senador. O PSL elegeu 30 prefeitos em 2016 e o PSDB elegeu 796. Ele não tem estrutura em qualquer indicador que você use para política”, explicou.

 
Para o escritor, uma possível aliança entre o PSDB e o MDB no cenário nacional significaria “o túmulo para o PSDB”. “Quem receber apoio do MDB perde a eleição fácil. O apoio do Temer só prejudica, não contribui em nada”, afirmou. Segundo ele, a baixa aprovação do governo Temer inviabiliza qualquer nome do partido para o pleito. “Meirelles não tem condição nenhuma. A aprovação do governo é mínima e ele representa um governo”, analisou.
“O voto do brasileiro” 
O livro “O voto do brasileiro” é a segunda obra de Alberto Carlos Almeida publicada pela Editora Record focada no processo eleitoral. A primeira, “A cabeça do eleitor”, foi publicada em 2008. Alberto Carlos também havia publicado “A cabeça do brasileiro”, em 2007, em que compila uma série de dados sobre religião, política, família, trabalho e preocupações recorrentes da população.
“O livro tem como fundamento o resultado das últimas três eleições: PT versus PSDB”, explicou Alberto sobre o último livro laçado. Segundo ele, “o Brasil é dividido basicamente em dois países”, um onde os serviços públicos funcionam e outro onde se tem  uma deficiência na qualidade dos serviços prestados.
“São Paulo é um país muito bem atendido com acesso a serviços públicos, renda da população alta, entre outros fatores. O Nordeste é outro país, só que mal atendido. Muito mal em termos de serviços públicos. Esse eleitorado mais pobre escolhe votar no partido que propõe mais distribuição de renda, interferência no governo e na economia. Já o eleitorado menos pobre e menos dependente do governo para viver bem vota no candidato do partido que defende menos interferência do governo na economia, no caso o PSDB”, defendeu o escritor.
O livro servirá como referência para o processo eleitoral deste ano. “É uma análise muito importante sobre o comportamento eleitoral dos brasileiros nos últimos 12 anos”, disse Rafael Lousa, que acompanhou Alberto Carlos na visita ao AR.
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