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Jornalista que fez sexo durante reportagem se defende críticas

Jornalista que fez sexo durante reportagem se defende críticas

access_time 2 meses ago

A jornalista afirma que não ultrapassou os limites do jornalismo e que recebeu apoio de colegas

Por: Marta Delmondes

A jornalista dinamarquesa Louise Fischer, de 26 anos, que ganhou fama no mundo todo após uma polêmica reportagem sobre a abertura de clubes de swing, em que chegou a fazer sexo com um dos entrevistados, afirmou que não ultrapassou os limites do jornalismo.

Em entrevista ao blog Page Not Found, ela contou que sabia da possibilidade de fazer sexo ao realizar a matéria, mas que não era algo obrigatório.

“Eu tinha uma ideia de que faria sexo, mas não queria que fosse algo obrigatório. Eu queria fazer isso se fizesse sentido para a reportagem. Então tomei minha decisão final de fazer sexo quando estava no clube de swing e quando comecei a falar com as pessoas e percebi como elas são tímidas. Foi porque topei a atividade sexual que eles toparam falar comigo mais abertamente e também dessa forma os ouvintes puderam ter uma experiência plena da noite de reabertura no clube”, disse Louise.

Segundo a jornalista, foi sua primeira vez em uma casa de swing e buscou por meio da reportagem levar essa experiência para o público. “Fazia parte da minha estratégia fazer uma reportagem o mais genuíno e próximo possível da realidade. Eu queria levar os ouvintes o mais perto possível do clube de swing e das pessoas”, contou a repórter.

Ainda de acordo com Louise, para escolher o homem com quem teve relações sexuais durante a reportagem, ela percebeu que se tratava de uma pessoa gentil e respeitosa, além do fato de tê-lo achado bonito.

Feedback

Ela também contou que seus colegas de trabalho apoiaram a decisão e que não sofreu preconceito nem dos pais. “Eles me apoiam 100%! Todos eles foram muito legais e me deram um feedback muito bom! Eles acham que foi muito legal da minha parte fazer aquilo. A minha mãe apenas riu e disse que eu era louca. O meu pai me disse que eu era a jornalista mais legal de todas! Eles me apoiam e dizem que eu devo fazer o que quiser”, disse.

Na Dinamarca, conforme a repórter “é muito normal agir ativamente como jornalista”. Para ela, ao fazer a reportagem, nenhum limite foi ultrapassado. “Eu não fiz nada ilegal ou prejudicial, então estou confiante de que tomei a decisão certa ao participar ativamente da cena”, disse.

Louise, contou ainda que está solteira e que teve contato por mensagem com o homem com quem fez sexo durante a reportagem, mas que não o encontrou desde o fatídico dia e que não sabe se deseja um novo encontro.

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