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Ciro Gomes diz que está de volta à disputa em 2022

Ciro Gomes diz que está de volta à disputa em 2022

access_time 3 anos ago

A decisão veio um dia depois do recuo da bancada do partido, que orientou voto contrário à medida de interesse do governo Bolsonaro

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) anunciou nesta quarta-feira (10) a retomada de sua pré-candidatura à Presidência em 2022, que foi suspensa na semana passada após a crise aberta pelos votos favoráveis de deputados federais de seu partido à PEC dos Precatórios.

“Estou de volta, sim. Eu volto à luta porque o meu partido, os companheiros da bancada, me deram um sinal muito generoso e corajoso. Só fazem esse tipo de gesto aqueles que têm compostura”, afirmou Ciro em entrevista à CNN Brasil.

A decisão veio um dia depois do recuo da bancada do partido, que no segundo turno da votação da PEC, nesta terça-feira (9), orientou voto contrário à medida de interesse do governo Jair Bolsonaro (sem partido). Ciro se disse agora “mais fortalecido do que nunca” para seguir a campanha.

O pedetista afirmou à CNN que “em nenhuma hipótese” cogitou abandonar a candidatura ao Planalto, mesmo com o desempenho nas pesquisas estagnado, e disse manter o seu projeto, apesar das dificuldades. “Eu confio no povo brasileiro, sou um velho ganhador de eleições”, comentou.

“Eu não desisti da minha pré-candidatura. Eu suspendi, como um ato de luta. Porque eu não posso tomar bola nas costas”, disse. O apoio de parlamentares pedetistas foi considerado determinante para a aprovação em primeiro turno da PEC, já que o placar foi apertado.

O presidenciável repetiu que a justificativa dada por parte da bancada para dar aval ao projeto foi na intenção de “diminuir os danos, dado que o fato era consumado” e disse ter ouvido dos colegas de partido o discurso de que não se pode fazer uma oposição irresponsável.

O entendimento foi o de que a viabilização do valor de R$ 400 para o Auxílio Brasil seria justificativa para dar sim ao projeto, que, além do calote em dívidas judiciais da União, permite a expansão de despesas públicas, ao driblar o teto de gastos.

“Quando se viu, a surpresa desagradável, foi que os votos dados significaram a verdadeira vitória da coisa. Isso é intolerável. Um partido como o nosso não pode dar mensagens dúbias. Nós movemos uma oposição intransigente ao governo corrupto, genocida, incompetente e trágico do senhor Jair Messias Bolsonaro”, disse Ciro.

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