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Câmara em ebulição: Acontagem regressiva para a nova mesa diretora de Campo Alegre de Goiás

Vereadores da cidade de Campo Alegre de Goiás – Gestão 2025/2028
A vida do prefeito de Campo Alegre de Goiás está atravessando um momento de incomum turbulência em função da eleição da mesa diretora da Câmara Municipal. O grupo de vereadores da base administrativa vem se desdobrando em disputas internas para definir quem comandará o biênio 2027/2028, acirrando o clima nos bastidores da Casa de Leis.
Desde o início do mandato, em 2025, o prefeito acompanhava uma maioria de seis vereadores ao seu lado. Hoje, circulam rumores de que um parlamentar já estaria de malas prontas para a oposição, enquanto outro estaria articulando uma negociação para manter-se na base governista. A indefinição em torno das alianças acende o debate sobre a governança do município nos próximos anos e aumenta a pressão sobre a gestão municipal.
Quem hoje dita o ritmo na Câmara é o vereador veterano Cleyton José dos Santos, que ocupa a presidência da Casa com mandato previsto até o fim de 2026. Nos bastidores, porém, outros nomes cobram espaço para a definição da nova mesa diretora já para o início de 2027: Tiãozinho Honorato e Cleber da Maestra discutem as possibilidades de assumirem a posição mais alta da Casa no próximo biênio. A disputa, explicam os observadores, não se restringe a um grupo isolado, mas envolve cálculos de apoio entre situação e oposição, com a expectativa de votos de parlamentares da base ao tempo em que a oposição trabalha para consolidar sua maioria.

Composição da atual mesa diretora – Gestão 2025 / 2026
A oposição, por sua vez, não se apresenta desatenta. Os integrantes do bloco oposicionista trabalham para confirmar a efetivação de seus votos para conduzir a Câmara no próximo biênio, mesmo que sejam necessários apoios pontuais de parlamentares que hoje integram a base governista. A leitura dos corredores da Câmara é de que não há garantias, e a composição da mesa diretora pode sofrer alterações até a abertura efetiva do novo mandato.
Para o prefeito Douglas Sertório, a situação traduz um quadro preocupante: a possibilidade de a próxima legislatura não ter à frente representantes da base administrativa pode atrasar decisões, dificultar aprovações de projetos e, em última análise, frear a governabilidade do município. Se não houver alinhamento entre Executivo e Legislativo, há o temor de que a gestão municipal encontre entraves administrativos que comprometam a execução de políticas públicas.
Especialistas apontam que o cenário exige cuidadosa leitura dos movimentos de cada lado e a busca por acordos que assegurem estabilidade institucional. Enquanto a eleição da mesa diretora ainda não tem data definida, as rodas de conversa na Câmara e nos gabinetes da prefeitura seguem fervendo, com cada parte tentando antever o que virá no primeiro semestre de 2027.
